Erinilton Gomes
Surgido em Paris, o Cinema por esse mais de um século muito frutificou. Primeiro veio George Meliés e seus pioneirismo na abordagem artística daquela novidade científica. Em seguida aparece Holywood, Charles Chaplin, a Comédia Americana da década de 20, o expressionismo alemão, o cinema soviético. Continuando, assistimos ao nascimento do cinema falado, Cidadão Kane, Os Dez Mandamentos, Rastros de Ódio, Goddard & Truffaut , Glauber Rocha, Stanley Kubrick, Woody Allen, Spielberg & Lucas, o cinema iraniano, o argentino, o atual cinema brasileiro,etc.
Impossível citar todos os nomes e datas importantes para a Sétima Arte, para isto conhecimento e espaço me faltam.O cinema aparecido como novidade científica e comercial, depois transubstanciado em expressão artística, possui uma dicotomia: cinema arte e cinema comercial. Obviamente muito preconceito e muita confusão ocorrem nestas classificações. Existe uma tendência de criticar asperamente o cinema dos EUA, quando muito dos grandes clássicos cinematográficos vêm de lá.Outro engano é julgar as películas pelo seu sucesso comercial ou pela sua contemporaneidade ou por sua antigüidade( dizer que somente os filmes “novos” são bons ou que apenas os “velhos” são de qualidade).
No meio de todas estas opiniões, conceitos e preconceitos , que posição podemos tomar?
• A do cinema tendo a humanidade como seu maior ingrediente e tema .
• A do cinema que toca o coração das pessoas e as leva á reflexão, não sendo um mero passatempo.
• A do cinema como celebração da criatividade, da inteligência e generosidade humanas.
• A do cinema como conjugação e síntese de todas artes criadas pelo engenho humano.
• A do cinema como veículo de disseminação cultural, confraternização e diminuição de barreiras entre os povos, em suma, do cinema como fator humanizante.
• A do cinema de Chaplin, Jonh Ford, Orson Welles, Glauber Rocha, Bergman, Allen, Kubrick, Copola(pai e filha),Scorcese e tantos outros dentre os que conheço e que desconheço, mas que como os citados levaram o cinema ao mais elevado grau de beleza e profundidade.
Apresentação
Partimos do pressuposto existencialista segundo o qual “o homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo; e só depois se define” (SARTRE). Assim, não acreditamos num sentido para a vida dado à priori, mas na construção desse sentido a partir das escolhas que fazemos ao longo da existência. Essa construção, no entanto, é realizada a partir de um mundo social. Como esse mundo social nos antecede, somos levados a crer que ele é algo fixo e imutável e a escolher de acordo com os valores e padrões já estabelecidos, como se nada pudesse ser mudado.
A proposta do Movimento Cultural Algaravia é “desnaturalizar” o mundo social a fim de que outros sentidos para a vida (além dos construídos pelo sistema de produção-consumo-mais produção-mais consumo) possam emergir. Utilizando as linguagens da Literatura, do Cinema, do Teatro e da Filosofia, pretendemos abrir espaços para que idéias, sentimentos, significados se cruzem, se confrontem, se interpelem e se complementem forjando uma abertura para novas possibilidades de compreensão e atuação na vida.
A proposta do Movimento Cultural Algaravia é “desnaturalizar” o mundo social a fim de que outros sentidos para a vida (além dos construídos pelo sistema de produção-consumo-mais produção-mais consumo) possam emergir. Utilizando as linguagens da Literatura, do Cinema, do Teatro e da Filosofia, pretendemos abrir espaços para que idéias, sentimentos, significados se cruzem, se confrontem, se interpelem e se complementem forjando uma abertura para novas possibilidades de compreensão e atuação na vida.
domingo, 22 de junho de 2008
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Um comentário:
Excelente a sua reflexão sobre o cinema. O título por si só já é bastante sugestivo. Pensar o cinema como nosso espelho mágico significa que queremos ver a nós mesmos refletidos na tela: os nossos dramas, tão humanos. Entretanto, não se trata de um simples espelho, mas de um espelho mágico, então queremos ver também beleza e profundidade, queremos ver a técnica que conjuga todas as artes nesse espetáculo. Queremos celebrar a criatividade, a inteligência e a generosidade humanas.
Mas, sobretudo, eu acredito que a principal missão do cinema (como de todas as artes) é de nos levar à reflexão. É nos afastar um pouco do nosso cotidiano para que possamos vislumbrar outras possibilidades de emoção, de criação e de vida.
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