Na fila do Restaurante Popular da Cidade dos Meninos, no saguão de espera do Hospital São Judas Tadeu, nos pontos de ônibus e em todos os espaços públicos o que mais se ouve, em relação à cidade, são reclamações. Grande parte das pessoas que moram aqui, procedentes de Belo Horizonte ou Contagem, fazem questão de dizer que vieram para Neves contra a sua vontade. A insatisfação dos moradores é tanta que chega a incomodar.
Fora daqui, a imagem do município também não é das melhores. Quando o assunto é Ribeirão das Neves, as pessoas lembram logo a grande quantidade de presídios ou a história política vergonhosa: administrações incompetentes e corruptas que aumentaram os problemas em vez de resolvê-los. Quem pesquisa na internet se depara com a alcunha de “cidade dormitório”. Mas será que todos os moradores estão mesmo “dormindo”?
Sabemos que as pessoas não reclamam sem motivos, são muitos os problemas, entre eles: falta de asfalto, precariedade do transporte público, falta de estruturação do serviço de saúde e saneamento básico. São difíceis as soluções. Entretanto, acreditamos ser possível fazer algo mais do que reclamar.
Para começar talvez fosse bom conhecer melhor a cidade em que moramos: seus lugares, seus moradores, em vez de destacar as suas dificuldades em relação às outras cidades. Valorizar o que temos é o primeiro passo para conseguir melhorias e é também a proposta deste número do jornal Fazendo História.
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